Passados 44 dias, as circunstâncias da morte do cantor Michael Jackson permanecem nebulosas, mas todos as etapas das investigações da polícia de Los Angeles envolvem Conrad Murray, o médico pessoal do rei do pop.
Ontem, um detetive que participa do caso informou que, horas antes da morte de Jackson, Conrad administrou no artista vários sedativos, além do poderoso anestésico que ele usava para dormir. Trata-se de uma combinação segura se feita da maneira correta, mas potencialmente mortífera quando efetuada de forma errada.
Segundo a polícia, os sedativos que Murray deu a Jackson eram benzodiazepínicos. Murray disse que as doses estavam dentro dos padrões normais médicos, informou a fonte policial, que falou em condição de anonimato porque a investigação ainda está em curso.
Na medida em que as investigações avançam, a questão central é sobre quais drogas estavam no organismo do cantor quando ele morreu. O investigador disse que análises toxicológicas preliminares detectaram propofol, medicamento normalmente usado para deixar pacientes inconscientes para procedimentos médicos, mas que Jackson usava para dormir.
Ainda que administrados em níveis aceitáveis, benzodiazepínicos podem intensificar a forma como o anestésico propofol diminui a respiração, por isso é necessário que a dosagem seja aplicada com cuidado e com rigoroso monitoramento.
Murray, que teria dado os sedativos a Jackson num quarto da mansão do cantor, disse aos investigadores que o músico parou de respirar na manhã de 25 de junho e que ele não conseguiu reanimá-lo.