Com mais de 30 anos de carreira e oito desde seu último álbum de inéditas, o grupo australiano AC/DC volta com "Black Ice" que, lançado há pouco somente no mundo físico (não há distribuição digital, por enquanto), já vendeu mais de 1 milhão de cópias.
Se os antecessores "Ballbraker" (1995) e "Stiff Upper Lip" (2000) decepcionaram parte dos fãs, "Black Ice" é um álbum que deve desempenhar o papel de resgatar a esperança daqueles que chegaram a pensar que jamais voltariam a ouvir algo decente do AC/DC. A boa produção do novo trabalho faz as melhores características do grupo saltarem aos ouvidos como, por exemplo, os grudentos riffs com pegada blues do guitarrista Angus Young e de seu irmão Malcolm Young.
É verdade que o novo álbum não apresenta hits como aqueles dos tempos áureos da banda, mas o lançamento traz bons momentos que chegam a lembrar a decência de discos clássicos como "Highway to Hell" (1979) e "Back In Black" (1980). É o caso de canções como "Rock 'n Roll Train", "Skies On Fire", "Stormy May Day" e "Money Made".
Por outro lado, um dos problemas do disco é sua duração: "Black Ice" tem quase uma hora divida em 15 canções, o que, a partir de determinado momento, começa a ficar cansativo. Fato que poderia ser resolvido com a saída de faixas medianas como "Smash 'n Grab" e "War Machine", por exemplo.